Como funciona a progressão de regime no Brasil?

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Índice

Entenda os requisitos e prazos para passar do regime fechado para o semiaberto ou aberto.

Introdução

A progressão de regime é um dos temas que mais geram dúvidas entre familiares de pessoas privadas de liberdade. Afinal, quando o preso tem o direito de passar do regime fechado para o semiaberto, ou do semiaberto para o aberto? Portanto, se você está buscando entender como funciona a progressão de regime no Brasil, é fundamental conhecer os requisitos exigidos pela lei.

Neste artigo, vamos explicar de forma clara e objetiva como funciona a progressão de regime no sistema penal brasileiro, quais são os prazos atuais e o que fazer se o benefício estiver atrasado. Dessa forma, com a orientação de um advogado criminalista bh, é possível garantir que os direitos do reeducando sejam respeitados.

O que é a Progressão de Regime?

No Brasil, o sistema de cumprimento de pena é progressivo. Isso significa que, diferentemente do que muitos pensam, o condenado não precisa cumprir toda a sua pena no regime mais rigoroso (fechado). Conforme ele demonstra bom comportamento e cumpre uma parcela da pena, ele tem o direito de progredir para regimes mais brandos (semiaberto e, posteriormente, aberto).

O objetivo de entender como funciona a progressão de regime no Brasil é, portanto, promover a ressocialização gradual do indivíduo, preparando-o para o retorno ao convívio em sociedade de forma estruturada. Em outras palavras, trata-se de um mecanismo que reconhece o esforço do reeducando na sua reabilitação.

Requisitos para a Progressão de Regime

Para ter direito à progressão de regime, o reeducando precisa preencher dois requisitos fundamentais, estabelecidos na Lei de Execução Penal (LEP): o requisito objetivo (tempo de pena cumprido) e o requisito subjetivo (bom comportamento). Sendo assim, é essencial compreender cada um desses requisitos em detalhes.

1. Requisito Objetivo (Tempo de Pena)

O requisito objetivo refere-se à porcentagem ou fração da pena que o condenado já cumpriu. Além disso, com as alterações trazidas pelo Pacote Anticrime, os prazos para progressão tornaram-se mais específicos, variando de acordo com a gravidade do crime e se o condenado é primário ou reincidente.

As principais porcentagens são as seguintes:

  • 16% da pena: Para condenados primários por crime sem violência ou grave ameaça.
  • 20% da pena: Para condenados reincidentes por crime sem violência ou grave ameaça.
  • 25% da pena: Para condenados primários por crime com violência ou grave ameaça.
  • 30% da pena: Para condenados reincidentes por crime com violência ou grave ameaça.
  • 40% da pena: Para condenados primários por crime hediondo ou equiparado.
  • 60% da pena: Para condenados reincidentes por crime hediondo ou equiparado.

2. Requisito Subjetivo (Bom Comportamento)

Não basta apenas cumprir o tempo de pena. Por outro lado, o condenado também precisa comprovar bom comportamento carcerário, que deve ser atestado pelo diretor do estabelecimento prisional.

Além disso, em alguns casos, o juiz pode exigir a realização de um exame criminológico para avaliar se o preso tem condições de progredir de regime. Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já pacificou o entendimento de que o exame criminológico não é obrigatório em todos os casos, mas pode ser exigido se houver decisão fundamentada do juiz.

O que Fazer se a Progressão Estiver Atrasada?

Infelizmente, é muito comum que os presos permaneçam no regime mais rigoroso mesmo após terem preenchido todos os requisitos para a progressão. Consequentemente, isso ocorre devido à superlotação do sistema e à lentidão da Justiça.

Nesses casos, portanto, a atuação de um advogado criminalista especialista em execução penal é essencial. Em primeiro lugar, o advogado fará o cálculo exato da pena, solicitará o atestado de conduta carcerária e fará o pedido de progressão diretamente ao Juiz da Vara de Execuções Penais. Caso o juiz negar o pedido sem fundamentação idônea, o advogado poderá, em seguida, interpor um Agravo em Execução para reverter a decisão no Tribunal de Justiça.

Conclusão

Se você tem um familiar preso e precisa saber como funciona a progressão de regime no Brasil, saiba que agir rapidamente e com orientação adequada é essencial. Por isso, evitar erros no cálculo da pena e buscar apoio jurídico pode reduzir significativamente o tempo de prisão indevida. Dessa forma, com a estratégia correta, é possível garantir os direitos do reeducando e conduzir o processo de execução penal da melhor forma.

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